domingo, 16 de agosto de 2009

Reflexões numa festa de aniversário...


Pois é, o tempo é algo muito supérfluo. Ontem eu fui ao aniversário da minha amiga e da irmã dela. A Mariana, a amiga, estava fazendo 17, e a irmã dela, 10 anos. Eu JURAVA que ela tava fazendo 9, porque ela tem uma cara de "super-novinha" e tal. Aí, eu e as minhas amigas (a Mariana e a Allyne) começamos a lembrar dos nossos tempos de infância, das festinhas de aniversário, da época que a gnt gostava do mesmo menino, mas uma não deixava de coversar com a outra por causa disso, dos nossos ataques de bubiça no meio da aula, das apaixonites agudas, dos grupinhos, das disputas pra ver qual caderno ficava no topo de cadernos da professora na hora do visto, entres outras coisinhas mais...
E, cara, parece que isso tudo foi ontem! Lembro de quando eu saía pra andar de bicicleta com as meninas da minha sala (OBS: as bicicletas eram iguais), de quando eu ficava morreeeeendo de tédio enquanto elas jogavam The Sims e eu tinha que ficar olhando; de tudo! De TUDO mesmo!
E enquanto a gente conversava, nós ficávamos falando que nós víamos nossas coisas de criança acontecendo com a Márcia (a aniversariante de 10 anos): o jeito de ficar com as amigas, o jeitinho de falar, a sensação de ser mais velha do realmente é, as caras e bocas de menina que já se acha moça. Tudo tão simples, mas que chama tanto a atenção...

Um dia desses minha mãe me disse: "uma vez que o tempo passa, mais perto a gente chega do nosso fim, menos coisas a gente pode recuperar". Sábias palavras da mamis. E realmente, depois dos 15, tudo passa fantasticamente, assustadoramente, repentinamente, intimidadoramente rápido. Você está com os olhos abertos e você tem 10 anos; você pisca e tem 16! Dá medo, ow!
Mas, deixando as lembranças de lado, toquemos no assunto das projeções. E a conversa tomou outro rumo: como que vc se imagina daqui a 10 anos? Como seria sua família? Como seria sua profissão? No final das contas, falaram que eu, sem perceber, me descrevia como uma mulher que vive nos EUA; descrevendo o típico modo das famílias de filme americano:


- morando numa casinha de estilo colonial, com telhadinho em forma de A;
- levando os filhos "perfeitos" pra escola, com direito a um beijinho de despedida antes de eles entrarem pelo portão da frente;

- chegar em casa e ser recebida pelo cachorro bobão;
- esperar o marido "perfeito" chegar do trabalho, te chamar de "querida" e se sentar com o resto da família à mesa pra jantar.

Só que também chegamos à conclusão: não dá pra fazer projeções do futuro. E, mais uma vez, eu senti medo...
A forma como a vida acontece, muitas vezes me assusta. Nunca nada é simples, todas as coisas são envoltas por uma aura muito grande de complexidade e mistério; tudo parece ser premeditado. Parece que o "curso natural" não tem nada de natural, que já foi feito há muito tempo, que nós não construímos nada à medida que caminhamos: só cumprimos o que já foi reservado pra nós. Parece que o passado nunca é distante, que ele sempre está nos cutucando com uma vara curta, seja através de uma aniversariante de 10 anos que age como eu agia com a mesma idade, seja através da notícia de que a nossa primeira professo
ra vai caminhar para um lugar um pouco mais longe. O passado está sempre ali. Já o futuro? Ha! Ele a Deus pertence, né? Só que ninguém é impedido de sonhar, ninguém é proibido de almejar e correr atrás pra tentar tapear o nosso "curso feito".
Realmente, é um tempo muito obscuro esse tal de futuro, mas enquanto algum tipo de luz não se acende, eu vou continuar me imaginando na minha casinha colonial, com a família perfeita, sabe-se lá onde! ;)




4 comentários:

  1. Pior que é assim mesmo, quando a gente pisca parece que foi ontem mas se passaram anos, pra mim ano 2000 foi ano passado mas já se passaram 9 anos o.o

    É aí que temos que começar a pensar no futuro, porque o tempo passa mais rápido do que percebemos.

    Seguindo...

    Beijos, Carol

    ResponderExcluir
  2. realmente, nunca achei que o tempo fosse passar tão rápido.. vou fazer 17 e parece que foram ontem meus 15.

    Beijos

    ResponderExcluir
  3. ainn.... Q noitee aquela não? Segunda já estava fazendo efeito em mim... kkkk vc sabe pq ne??... kkkk

    ResponderExcluir
  4. COMO PARTICIPAR NAS EDIÇÕES DO EPISÓDIO CULTURAL?
    O Fanzine Episódio Cultural é uma publicação bimestral sem fins lucrativos, distribuído na região sul de Minas Gerais, São Paulo (capital), Belo Horizonte e Salvador-BA. Para participar basta mandar um artigo: poema, um conto, matérias (esporte, arte, sociedade, curiosidades, artesanato, artes plásticas, turismo, biografias, sinopses de livros e filmes, curiosidades, folclore, moda, saúde, esporte, artes cênicas, biografias, etc.) em Times Roman 12.
    Mande em anexo uma foto pessoal para que seja publicada juntamente com a matéria. Se desejar, você pode enviar uma imagem correspondente ao assunto abordado. Caso o artigo não seja de sua autoria, favor informar a fonte.
    PARA ENTRAR COM CARLOS (Editor)
    Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=1464676950&ref=profile
    machadocultural@gmail.com

    ResponderExcluir